Paraíba alcança 2ª posição no Nordeste com os melhores indicadores de Sustentabilidade Ambiental

A Paraíba alcançou a 2ª posição no Nordeste no indicador de Sustentabilidade Ambiental do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado, divulgado na última sexta-feira (6), comprova os avanços do estado na implementação de políticas públicas voltadas à proteção ambiental e ao desenvolvimento sustentável. O ranking considera indicadores como emissões de poluentes, desmatamento, tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos e manejo de recursos hídricos. O desempenho da Paraíba reflete a consolidação de ações e estratégias que fortalecem um modelo de desenvolvimento mais equilibrado, aliado à preservação dos recursos naturais. “O destaque da Paraíba no Ranking de Competitividade dos Estados demonstra que é possível avançar no desenvolvimento econômico sem abrir mão da preservação ambiental. Esse resultado é fruto de um trabalho integrado e reforça a importância de ampliar investimentos na proteção dos recursos naturais e na melhoria da qualidade ambiental”, afirmou a secretária de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense.  Projetos – Entre as iniciativas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) que têm contribuído com a melhoria da Paraíba no ranking, destaque para o ‘Programa Paraíba Mais Verde’, voltado à recuperação da Caatinga e de áreas degradadas, além dos projetos ‘Sertão Vivo’ e ‘PB Rural Sustentável’, que fortalecem comunidades rurais, com investimentos superiores a R$ 350 milhões.  Na área de segurança hídrica, os recursos destinados a projetos somam cerca de R$ 720 milhões, ampliando o acesso sustentável à água. A secretaria também vem desenvolvendo o programa ‘Regulariza PB’, que presta apoio aos produtores na realização ou atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), e o programa Agente Jovem Ambiental (AJA), que envolve jovens na pauta climática e na formação de novas lideranças ambientais.  Ranking – O Ranking de Competitividade dos Estados apresenta a análise e capacidade competitiva de todos os Estados brasileiros, além do Distrito Federal, e representa uma das principais ferramentas de avaliação da gestão pública do Brasil nos pilares da Sustentabilidade Ambiental, Capital Humano, Educação, Eficiência da Máquina Pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de Mercado, Solidez Fiscal, Segurança Pública e Sustentabilidade Social.

Paraíba apresenta experiência do programa Paraíba Mais Verde durante a COP30

A Paraíba ganhou destaque na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), com a apresentação da experiência bem-sucedida do estado com o Programa Paraíba Mais Verde, uma iniciativa estruturante de restauração ambiental, fortalecimento socioeconômico e promoção da sustentabilidade. O debate foi conduzido pela secretária de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, durante o painel Recaatingamento e Recuperação da Caatinga no Consórcio Nordeste. A secretária apresentou as ações e resultados do programa, que está se consolidando como uma política pública exemplar de reflorestamento, recuperação de áreas degradadas e estímulo a sistemas produtivos sustentáveis. O Paraíba Mais Verde une conservação da biodiversidade e inclusão social, conectando comunidades, territórios e ecossistemas em uma estratégia de resiliência climática e transição ecológica justa. Em sua explanação, a secretária destacou que o programa visa ao reflorestamento de nascentes, matas ciliares e áreas de lixões desativados, além de incentivar a arborização urbana e a produção sustentável por meio dos sistemas agroflorestais (SAFs). Essas ações são fortalecidas pela assistência técnica, capacitação de comunidades e distribuição de mudas nativas, fomentando corredores ecológicos e paisagens produtivas que contribuem para um futuro mais verde e resiliente na Paraíba. O Paraíba Mais Verde é formado por cinco projetos integrados: Viveiros Parahyba do Futuro, Regulariza-PB, Corredor das Águas, Cidade + Verde, Sertão Vivo e Lixão Legal, que visa implementar os PRADs e recuperar as áreas nos municípios. Juntos, os projetos articulam ações de restauração, gestão territorial e desenvolvimento sustentável em todas as regiões do estado. Durante sua participação na COP30, a secretária participou ainda diversas reuniões e painéis, como por exemplo, com representantes do Consórcio Brasil Verde (CBV), iniciativa que reúne governos estaduais brasileiros, com ministros das províncias argentinas para apresentar as ações ambientais desenvolvidas na Paraíba, destacando iniciativas inovadoras de sustentabilidade e o compromisso do estado com o desenvolvimento verde. A comitiva paraibana também participou do painel “Jovens Protagonistas na Agenda Socioambiental”, realizado no estande do Consórcio Nordeste, na Green Zone da COP30. O debate destacou o Projeto Agente Jovem Ambiental, com a presença de representantes do Ceará e da Bahia. A Paraíba foi destaque na mesa-redonda “Transformando a Colaboração em Ação Local por uma Resiliência Justa e pela Natureza”, quando a secretária Rafaela Camaraense ressaltou o protagonismo do estado nas discussões sobre clima e sustentabilidade. “Estamos apenas no quarto dia da COP 30 e ainda temos muito o que apresentar das experiências da nossa Paraíba”, disse. Segundo a secretária Rafaela Camaraense, com iniciativas inovadoras e resultados consistentes, a Paraíba reafirma seu papel de liderança regional na construção de soluções sustentáveis, mostrando ao mundo que a transição ecológica justa e inclusiva é um caminho possível e já em curso no estado.

Paraíba é reconduzida para coordenar ações no Consorcio Brasil Verde pelo bioma Caatinga

Paraíba é reconduzida para coordenar ações no Consorcio Brasil Verde pelo bioma Caatinga A Paraíba foi reconduzida para coordenar as ações e projetos no Consórcio Brasil Verde, dentro do bioma Caatinga, durante assembleia realizada nesta quarta-feira (12). O governador João Azevêdo designou a secretária de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, para continuar à frente da coordenação do bioma, integrando o conselho administrativo e liderando as iniciativas voltadas à preservação e recuperação da vegetação nativa.   A recondução mantém a Paraíba na articulação de políticas climáticas regionais. A secretária Rafaela Camaraense afirmou que ser designada pelo governador para seguir nessa função é motivo de alegria. “Vamos continuar trabalhando para fortalecer a cooperação entre os estados, buscar soluções sustentáveis para a Caatinga e implementar ações concretas de combate às mudanças climáticas”, afirmou a secretária. O Consórcio Brasil Verde foi criado com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a proteção climática, buscando a redução das emissões de carbono, a preservação dos biomas e o estímulo à inovação em soluções energéticas limpas. Cada bioma possui um coordenador regional, com mandato de um ano e possibilidade de reeleição. A Paraíba, ao ser reconduzida, mantém seu papel na preservação e recuperação da Caatinga — bioma que ocupa cerca de 90% do território paraibano.   A continuidade da coordenação permite que o estado mantenha a articulação de projetos, incentive a criação de parcerias e amplie as redes de colaboração entre os estados participantes do consórcio.   Caatinga – A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, cobrindo cerca de 70% da região Nordeste e 11% do território nacional. Na Paraíba, ele predomina em 177 dos 223 municípios.   Perfil da coordenadora – Rafaela Camaraense, 32 anos, é natural de Cuité, no Curimataú paraibano. Ela é formada em Gestão Pública e em Direito, e tem especialização em Direito Ambiental pela FGV Já foi vereadora, secretária executiva da Juventude da Paraíba, deputada estadual e atualmente é suplente de deputada federal.

Paraíba ganha destaque nacional ao reduzir em 44% desmatamento

Paraíba ganha destaque nacional ao reduzir em 44% desmatamento A Paraíba apresentou uma das maiores reduções proporcionais de desmatamento do país em 2024. Dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), do Sistema MapBiomas, mostraram uma diminuição de 44% nos alertas de desmatamento. Aproximadamente 5.500 hectares de vegetação nativa foram preservados, o equivalente a cerca de 7.703 campos de futebol do tamanho do Maracanã (105m × 68m — 7.140 m²). O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), tem intensificado ações de vistorias, monitoramento e fiscalização, além de implementar projetos voltados à preservação ambiental e à educação ambiental. O trabalho é realizado em parceria com o Ministério Público Estadual e Federal, o Ibama, o Batalhão de Policiamento Ambiental, a sociedade civil e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). No Brasil – Em todo o país, o desmatamento apresentou uma queda de 32,4% em 2024, totalizando 1.242.079 hectares desmatados, em comparação aos 1.829.597 hectares registrados em 2023. Este é o segundo ano consecutivo de redução e marca a primeira vez, desde 2019, que todos os biomas brasileiros — com exceção da Mata Atlântica, que se manteve estável — registraram diminuição nas taxas de desmatamento. A secretária da Semas, Rafaela Camaraense, comemorou o resultado e destacou o esforço coletivo que permitiu esse avanço significativo. “Esse é um trabalho de muitos atores, que conta com a parceria de órgãos públicos e da população. Essa redução mostra o compromisso da Paraíba com a preservação ambiental. Estamos atuando com planejamento, fiscalização e medidas efetivas para proteger nossos biomas e garantir qualidade de vida para a população. É importante destacar que o governador João Azevedo vem atuando com muita seriedade para que o desenvolvimento do estado ocorra de forma sustentável, fornecendo estrutura para que esse trabalho seja realizado com eficiência”, afirmou. Segundo o técnico da Semas, Jancerlan Gomes, o novo panorama é resultado de uma série de ações desenvolvidas pela pasta em parceria com outros órgãos, como o Calendário Estadual de Combate ao Desmatamento Ilegal, além das operações de vistorias, monitoramento e fiscalização nos biomas da Caatinga, no Cariri, e da Mata Atlântica, no Brejo. Com foco em áreas com desmatamento sem licenciamento ambiental, foi possível identificar crimes e responsabilizar os infratores. Os números também evidenciam o fortalecimento institucional da Semas. Ações alinhadas ao Plano Plurianual (PPA) 2024–2027 do Governo da Paraíba, somadas à execução do Programa Paraíba Mais Verde e ao desenvolvimento de projetos afirmativos ambientais voltados à preservação e sustentabilidade, contribuíram para maior efetividade dos resultados. Além de projetar a Paraíba em âmbito nacional, os dados refletem melhorias diretas na qualidade de vida da população. “As ações de combate ao desmatamento ilegal de vegetação nativa geram uma série de benefícios à população atual e às futuras gerações, pois permitem a manutenção de espaços florestais, a preservação da biodiversidade, a redução da emissão de dióxido de carbono (CO₂) – ajudando no combate ao aquecimento global –, além da melhoria da qualidade do ar, do solo e da vida das pessoas”, avaliou.

INSCRIÇÕES ABERTAS

Estão abertas as inscrições para os quatro seminários regionais de Atualização do Plano de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-PB), promovidos pelo Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). O primeiro seminário será realizado nesta segunda-feira (1º), em Cuité, no auditório da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Em seguida, o evento passará por Patos, Monteiro e Campina Grande, garantindo maior participação da população e contemplando as diferentes realidades regionais. Coordenada pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e financiada pelo Ministério do Meio Ambiente e Sudene, a iniciativa integra um programa nacional que envolve dez estados do Nordeste e Sudeste — incluindo Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Os seminários são abertos ao público e têm o objetivo de construir, de forma participativa, estratégias para reduzir os impactos da seca, proteger áreas vulneráveis e fortalecer a resiliência das comunidades que vivem no Semiárido paraibano. De acordo com a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, a atualização do plano é um passo essencial para enfrentar os desafios locais. “Precisamos de soluções coletivas e adaptadas à nossa realidade, para proteger o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida das comunidades mais afetadas”, afirmou. Calendário dos seminários:• Cuité: 1º de setembro• Patos: 3 de setembro• Monteiro: 5 de setembro• Campina Grande: 8 de setembro As inscrições são gratuitas e abertas a todos os interessados no site: www.proades.com.br.

Governo do Estado inicia projeto que vai regularizar 17 mil propriedades rurais até 2027

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), iniciou a implementação do Regulariza-PB, projeto que visa acelerar a regularização ambiental de propriedades e posses rurais. A iniciativa, que tem como meta regularizar 17 mil propriedades até 2027, integra o Programa Paraíba Mais Verde. Com investimento total de R$ 1,3 milhão, o projeto terá abrangência estadual, atendendo aos 223 municípios paraibanos por meio de ações itinerantes e atendimento regionalizado. Nesta primeira etapa, está sendo realizada a capacitação de 12 técnicos aprovados em edital de chamamento público da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (Fundação PaqTcPB). Especializados em meio ambiente, eles realizarão mutirões de cadastramento e retificação (cadastral e geométrica) de cadastros ambientais rurais em diversas comunidades do interior paraibano. O projeto visa acelerar a regularização ambiental de propriedades e posses rurais, proporcionando à gestão governamental ambiental mais eficiência e efetividade nas ações de implementação das Políticas Públicas do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), por meio de parcerias com a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), Secretaria de Estado da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido (SEAFDS), Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (SEDAP), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e prefeituras municipais. O Regulariza-PB atenderá agricultores familiares (até quatro módulos fiscais), empreendedores familiares rurais, povos indígenas, comunidades quilombolas, pescadores artesanais e pequenos, médios e grandes proprietários rurais que estejam inseridos em sistemas de produção de cana-de-açúcar e que possuam suas áreas georreferenciadas e certificadas junto ao Incra. A secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, destaca que o Regulariza-PB será um marco na gestão ambiental do Estado: “O Projeto Regulariza-PB representa uma mudança de paradigma na gestão ambiental paraibana. Nossa meta é regularizar mais de 17 mil propriedades até 2027, garantindo que os produtores rurais paraibanos tenham acesso aos seus direitos fundamentais — descontos no ITR, financiamentos com juros reduzidos e participação no mercado de créditos de carbono. Levaremos o atendimento aos 223 municípios paraibanos, com equipe especializada, tecnologia de ponta e parcerias com prefeituras, sindicatos e associações”, afirmou a gestora. A previsão é que os técnicos iniciem os atendimentos em setembro. O projeto está alinhado às metas do Plano Plurianual 2024-2027 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 7, 12 e 13), além de atender integralmente à legislação federal sobre regularização ambiental rural, consolidando a Paraíba como referência em sustentabilidade e desenvolvimento rural no Nordeste. Paraíba Mais Verde – O Programa Paraíba Mais Verde está estruturado em cinco grandes frentes: arborização urbana, recuperação de áreas degradadas, restauração de ecossistemas e regularização ambiental de áreas rurais. Todas essas ações estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e integram o Planejamento Plurianual 2024–2027, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com um futuro ambientalmente equilibrado.

Governo da Paraíba cria Comitê BioClima PB para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas

O Governo da Paraíba oficializou nesta sexta-feira (18) a criação do Comitê BioClima PB, grupo que vai atuar no estudo da biodiversidade e no desenvolvimento de estratégias de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas no estado. A medida foi estabelecida pelo Decreto 46.830/25 e será coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). A proposta é reunir pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade para compartilhar informações técnicas e científicas, desenvolver estudos e propor ações práticas para enfrentar os desafios ambientais. O comitê será um espaço de articulação entre o governo, universidades e centros de pesquisa. Entre os temas que serão trabalhados estão o impacto das mudanças climáticas, estratégias de adaptação, desenvolvimento de tecnologias para redução de gases do efeito estufa e elaboração de planos setoriais voltados à sustentabilidade. De acordo com o decreto, o Comitê também servirá de apoio à formulação de políticas públicas e à capacitação de profissionais, além de contribuir com recomendações técnicas e científicas em sintonia com a Política Estadual de Mudanças Climáticas. Presidência – A secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, vai presidir o Comitê e ficará responsável por indicar a equipe de apoio técnico. O grupo terá um prazo de 60 dias, a partir da publicação do decreto, para apresentar seu regimento interno e organizar seu funcionamento. Rafaela destacou a importância da criação do Comitê como um passo estratégico diante dos desafios climáticos atuais. “Estamos vivendo um período crítico, com aumento das temperaturas globais e maior ocorrência de eventos extremos. Com o Comitê BioClima PB, a Paraíba reforça seu compromisso com o meio ambiente e com a construção de políticas públicas baseadas em evidências científicas”, afirmou. O Comitê também contribuirá para reunir diversos setores da sociedade para um diálogo permanente sobre sustentabilidade. Composição – O Comitê será formado por representantes de instituições reconhecidas na área de ciência e tecnologia, como Instituto Federal da Paraíba (IFPB); Universidade Federal de Campina Grande (UFCG); Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Universidade Estadual da Paraíba (UEPB); Instituto Nacional do Semiárido (INSA); Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA); Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia; Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (SECTIES).

Dia do Trabalhador Rural: 37 mil famílias agricultoras receberão apoio para produzir e preservar

Os agricultores familiares desempenham papel fundamental na produção de alimentos. Se todos os agricultores familiares do Brasil formassem um país, seria o oitavo maior produtor de alimentos do mundo, segundo o Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2023. Neste 25 de maio, data em que se celebra o Dia do Trabalhador Rural, o Governo da Paraíba destaca a importância desses profissionais, responsáveis por cerca de 70% dos alimentos consumidos no país, e ressalta a implantação do projeto Sertão Vivo – Semeando Resiliência Climática no Nordeste, que será coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), e atuará ao lado dos trabalhadores para recuperar áreas e preservar o meio ambiente. Com investimento de R$ 150 milhões, o projeto estará presente em 145 municípios da Paraíba. A iniciativa busca recuperar áreas degradadas, criar corredores ecológicos e ampliar o sequestro de carbono. As ações beneficiarão mais de 37 mil famílias agricultoras, com foco na convivência com o semiárido e na ampliação de práticas de uso sustentável da terra. O projeto será desenvolvido em parceria com instituições como a Empaer, a Secretaria da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido (SEAFDS), o Procase, a Sudema, o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), o Parque Tecnológico da Paraíba, universidades públicas e organizações da sociedade civil. Segundo a secretária estadual do Meio Ambiente, Rafaela Camaraense, a proposta integra preservação ambiental e produção rural. “Nosso foco será a recuperação de áreas degradadas e incentivo a práticas sustentáveis, melhorando as condições da produção agrícola e fortalecendo as comunidades rurais”, afirma. A agricultura familiar também terá produção com base em sistemas agroflorestais, dentro do projeto Sertão Vivo, que possuem relação direta com a conservação da biodiversidade, a manutenção dos recursos hídricos e a redução de emissões de gases de efeito estufa. Na comunidade Nova Esperança São Domingos I, localizada no município de Cubati, a agricultora Sara Maria Constâncio é um dos exemplos desse protagonismo rural. Por meio de práticas agroecológicas, ela contribui não apenas com a produção de alimentos, mas também com o fortalecimento da organização comunitária e da liderança feminina no campo. “Além de garantir a diversidade da agricultura familiar e promover práticas agroecológicas, nós, agricultores, também temos o compromisso de reflorestar e cuidar da terra. O que mais me orgulha no assentamento é a força da nossa associação, que é gerida por mulheres. Somos agricultoras que não apenas produzem alimentos saudáveis, mas também ocupam espaços nas políticas públicas, mostrando que a agricultura e a liderança caminham juntas”, destaca Sara, que é presidente da Associação de Cooperação Agrícola dos Produtores Rurais do Assentamento.

Governo do Estado segue entrega de kits do AJA; mais de 600 alunos de 18 municípios já receberam o material

O Governo do Estado segue entregando os kits aos estudantes do Programa Agente Jovem Ambiental (AJA) coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semas). Nesta segunda-feira (14), foram entregues mais 109 kits a estudantes das cidades de Frei Martinho, Baraúna, Sossêgo, São Vicente do Seridó e Cubati, totalizando mais de 600 unidades entregues em 18 municípios. Na próxima quarta-feira (16), a entrega segue em João Pessoa a 224 estudantes participantes do programa. “É gratificante ver o alcance do AJA se ampliando e impactando positivamente tantos jovens, e consequentemente, os municípios do nosso estado. Nós acreditamos no protagonismo da juventude e na força da educação ambiental. Cada entrega representa um compromisso com o futuro da Paraíba e a esperança de uma nova geração cada vez mais engajada com a causa ambiental”, ressaltou a secretária da Semas, Rafaela Camaraense. A aluna Ana Felícia Silva Vilar, do município de Baraúna, destacou a importância do AJA e agradeceu ao Governo do Estado e a Secretaria de Meio Ambiente pela oportunidade de participar do programa. “Estou amando participar desse programa especial que ajuda diretamente na preservação ambiental. Quando recebi a notícia de que tinha sido selecionada para participar, eu chorei. Muito obrigado a todos por essa oportunidade”, agradeceu. Na última sexta-feira (11), Alhandra, Pitimbu e Pedras de Fogo receberam 90 kits. Já na quinta-feira (10), 260 kits foram encaminhados para estudantes de Santa Rita, Bayeux, Cruz do Espírito Santo, Sapé e Sobrado. Na última segunda-feira (7), integrantes da Semas foram até Nova Floresta, Picuí, Barra de Santa Rosa, Nova Palmeira e Pedra Lavrada e realizaram a entrega de cerca de 180 kits. Professor em Pitimbu, Genessi Batista ressalta que os estudantes do município já vêm se envolvido com a causa ambiental: mais de 500 mudas já foram plantadas, além da implementação da coleta seletiva. Agora, com os jovens inscritos no AJA, a expectativa é que a consciência sustentável e ações integradas se tornem ainda mais frequentes. “O AJA vem pra somar, para aprofundar o que já temos feito e também para trazer recursos para os alunos”, pontuou. AJA – O kit contém itens como mochila, camisa do programa e garrafa. O Agente Jovem Ambiental é uma iniciativa da Semas que visa formar jovens multiplicadores da consciência ambiental no estado da Paraíba. O programa oferece formação técnica e prática em questões ambientais, capacitando estudantes da rede estadual de ensino em diversos municípios paraibanos, para atuarem como agentes de transformação em suas comunidades. Cada estudante contemplado no programa, recebe uma bolsa mensal de R$ 200,00 por seis meses.

Governo do Estado realiza audiência pública para criação do Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), realizou nesta quarta-feira (3) a audiência pública para a criação do Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá. Após as etapas de estudo técnico e participação popular, a publicação do decreto de criação do monumento no Diário Oficial do Estado será o próximo passo. O evento aconteceu no ginásio da ECIT Luiz Gonzaga Burity, localizado no município de Ingá, e contou com a presença de muitas pessoas de forma presencial e on-line, incluindo estudantes, pesquisadores e autoridades. A secretária de Estado do Meio Ambiente, Rafaela Camaraense, destacou o empenho do Governo do Estado em criar estratégias de preservação da área e que este evento foi um marco histórico.  “Este sítio arqueológico tem um potencial turístico gigante para toda a região. Não tenho dúvida nenhuma de que, com a estrutura do Centro Turístico que o governador João Azevêdo quer implementar no Monumento Natural, nós iremos receber turistas de todo o planeta. Este foi um processo que já dura décadas e hoje conseguimos realizá-lo’, declarou. O coordenador técnico da Semas, Adroilzo Fonseca destacou a importância da preservação do patrimônio. “Quando falamos das Itacoatiaras do Ingá, o tempo é muito relativo. Existe uma história de décadas, de estudos e lutas de pessoas para a preservação desse patrimônio. Acredito que, mais importante ainda que o decreto, é que as Itacoatiaras do Ingá são um instrumento de educação e de preservação da nossa cultura”, afirmou. Ele também ressaltou a relevância da audiência. “Hoje estamos aqui para ouvir quais os pontos que não foram identificados durante o estudo e quais pontos precisam ser construídos. É muito importante a participação de vocês”, destacou. O prefeito Jan da Lenha destacou que aquele era um momento histórico e que o Governo do Estado decidiu realizar o investimento para garantir a melhor preservação do patrimônio, despertar novos olhares e transformar o local em um polo turístico para o município. Vavá da Luz, secretário municipal de Turismo, é uma referência na defesa das Itaquatiaras e comemorou a ação.  “A minha luta pelas Itacoatiaras é uma constante. É uma pena que as Itacoatiaras não sejam matéria obrigatória nas escolas – muitos jovens não as conhecem. Eu mesmo saí daqui aos 18 anos achando que aquelas gravuras foram escritas por macacos”, relatou. Após as falas da mesa, o gerente executivo de Áreas Protegidas, Thiago Silva, realizou uma palestra sobre a relevância da criação do monumento. Durante a apresentação, foram divulgados os resultados do estudo de percepção ambiental, que também está disponível no site oficial da Secretaria. Ao término da palestra, Thiago Silva respondeu a perguntas do público sobre temas como turismo local, artesanato, matas ciliares, infraestrutura e outros assuntos relacionados. No encerramento da audiência, a ata foi lida para os presentes, e o coordenador técnico Adroilzo Fonseca fez a declaração oficial de criação do monumento. A partir de agora, a ata será registrada e o decreto deverá ser publicado e assinado no Diário Oficial do Estado. Com a criação do monumento, será possível destinar recursos para investimentos em estudos científicos e melhorias na infraestrutura da área. Além disso, o local passará a ter status de proteção ambiental, com medidas restritivas para a derrubada de árvores nativas. Presenças – A mesa da audiência foi composta por: Jan da Lenha, prefeito de Ingá; José Antônio Neto, promotor de Justiça; Claudia Cabral, membro do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente; Vavá da Luz, secretário municipal de Turismo; Demétrius Almeida, secretário municipal de Meio Ambiente de Ingá; Múcio Paz, representando a Sudema; Emanuel de Oliveira Braga, superintendente do Iphan-PB; Rangel Júnior, da Fapesc; e Robério Burity, ex-prefeito de Ingá. Material audiovisual – Durante a audiência pública, foi exibido um vídeo com depoimentos de professores, pesquisadores e guias de turismo local, destacando a relevância da criação do monumento para o Estado da Paraíba. O material está disponível no perfil institucional da Secretaria: @semaspb.